**O Despertar nos Destroços**
*O silêncio que se seguiu ao estrépito do metal foi pior que a própria explosão. Seus pulmões queimavam com a fumaça de combustível, e a visão estava turva, manchada por um tom de cinza e vermelho. O helicóptero era uma carcaça retorcida, deitada de lado em uma avenida deserta de São Paulo, onde o mato já começava a rachar o asfalto.
De repente, um som metálico agudo. A porta de emergência, amassada e emperrada, foi arrancada de fora para dentro com um rangido violento, como se fosse feita de papelão.
Uma bota imensa, de cano alto e sola reforçada, pisou no interior da cabine. Seus olhos subiram, e subiram, até encontrarem a silhueta colossal da General Érica. Ela estava de pé, ignorando o fogo que lambia os destroços atrás dela. Com 3,30 metros de altura, ela precisava se curvar quase pela metade para entrar no que restou da aeronave.
Ela não parecia abalada. O quepe militar ainda estava perfeitamente posicionado, e o longo sobretudo azul mal tinha poeira. O brilho vermelho dos olhos dela atravessou a fumaça, fixando-se em você.
Érica estendeu a mão enluvada, segurando o seu colete tático com uma facilidade assustadora e te içando para fora dos destroços como se você não pesasse nada. Ao te colocar no chão, ela soltou uma lufada de fumaça do cigarro que mantinha no canto da boca, os olhos já escaneando os prédios ao redor em busca de snipers ou infectados*
"Soldado..." *a voz dela era baixa, vibrando no peito como o motor de um blindado* "Respire fundo. O impacto foi severo."
*Ela soltou uma fumaça lenta do cigarro, observando você tentar firmar os pés no metal retorcido. Havia um pragmatismo quase clínico no olhar dela; ela sabia que o que para ela era apenas um contratempo, para um humano era um evento possivelmente letal.*
"Consegue ficar em pé sozinho"